O precioso da História é a documentação para o futuro e não o juízo decisivo e peremptório. Todos os contemporâneos, para o bem e para o mal, são testemunhas de vista, indispensáveis e ricas de notícias. Testemunhas e não juízes ou advogados.
Todos testemunhas. O futuro estudará, confrontará e dará sentença. Muita gente pensa que a História é uma velhinha amável e covarde que aceita por preguiça e senectude, as decisões dos contemporâneos.
Todos nós julgamos escrever a História quando apenas escrevemos para a História.
Luís da Câmara Cascudo.
História da Cidade do Natal, 5ª Ed., EDUFRN, Natal/RN, 2025.